quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Os perigos do Partido do Polvo


Nivaldo Cordeiro (12/09/2010)
Eu pensei que a prisão do governador do Amapá, Waldez Góes, e outras autoridades do Estado, fosse tomar conta do noticiário do final de semana. A mim me parece que a ação da Polícia Federal foi uma tentativa do Palácio do Planalto de criar um fato importante para substituir as manchetes desfavoráveis ao governo que têm se sucedido por cerca de quinze dias, desde que se descobriu a criminosa ação dos que quebraram o sigilo fiscal e bancário de pessoas eminentes ligadas ao PSDB e de familiares de José Serra. Não deu certo.
[Cabe aqui perguntar a legitimidade da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral estarem fazendo um “segundo turno” no tapetão, cassando o voto popular e distorcendo a legítima representação. Cada vez mais, no Brasil, a alta burocracia policial e da justiça está se substituindo ao povo e se assenhorando do Estado. Vivemos uma ditadura policial moderada. Que autoridade tem a Polícia Federal de Lula, chefe de um partido corrupto, para cassar o voto de eleitos legítimos em nome do combate à corrupção?]
O furo da revista Veja, que tem provas de transações criminosas dentro do Palácio do Planalto, recebeu a capa da revista, que novamente utilizou a expressão da semana anterior – partido do polvo – para se referir ao PT e à crescente fusão entre o Estado e o partido governante. Os jornais O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo de hoje repetiram a denúncia, ampliando a notícia. É certo que o noticiário tomará as manchetes da semana que entra, agora em momento bem mais próximo da data da eleição. O PT não consegue substituir as manchetes desfavoráveis que ele próprio tem gerado contra si mesmo.
A revista fez um trabalho primoroso para a opinião pública, revelando o balcão de negócios que se instalou ao lado da sala do presidente da República. O título da matéria não poderia ser mais explícito: “Propina dentro do Palácio do Planalto”, envolvendo ninguém menos do que a sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil da Presidência da República, Erenice Guerra.
Cabe aqui perguntar se tão prolongado período de notícias negativas na grande imprensa, tanto jornais quanto televisões, não afetaram as intenções de voto, como sugere a última divulgação das pesquisas do Datafolha. Reafirmo: essas pesquisas são falsas, mentirosas e não podem ser levadas em conta. Há um conluio desses institutos de pesquisa com o partido do polvo para induzir o voto popular. Ou talvez coisa pior: mais de uma pessoa autorizada tem me falado do desconforto do uso das tais urnas eletrônicas, que impossibilitam uma auditoria na contagem de votos. Estarem diante de um escândalo ainda maior, burlando a vontade popular? A ousadia mentirosa dos institutos de pesquisa agride a inteligência dos observadores bem informados.
Não há limites morais para os dirigentes do partido do polvo. São capazes de tudo para manterem seu poder. De fato, o Brasil corre grandes perigos, pois está nas mãos de uma quadrilha política que em nada difere de uma quadrilha criminosa comum. O PT é um partido marxista-leninista que acredita que os fins justificam os meios. E, pior, sua nomenclatura viciou-se no exercício do poder, onde adquiriu riquezas e privilégios, estando grudada nele como carrapatos no couro dos bois. Essa gente está disposta a pagar qualquer preço para não ser apeada do poder.
As eleições do próximo dia 03 de outubro será o último momento para que o voto possa ser usado como instrumento de alternância de poder. Se Dilma Rousseff for consagrada cairemos numa ditadura legal, a pior delas.

Ataque e vandalismo contra a Cúria da Paraíba


Dom Aldo Pagotto, Arcebispo da Paraíba, escreveu dois artigos contra o plebiscito pela limitação do tamanho das propriedades rurais. Veja o que aconteceu, relatado pelo próprio Arcebispo.

Aproveito para relatar o fato ocorrido por ocasião do “grito dos excluídos”, na tarde do dia 1º/09 pp. Em frente à Cúria Metropolitana, um pequeno grupo de manifestantes leu um texto com expressões agressivas à minha pessoa, referindo-se a um artigo meu sobre o limite de propriedade.
Embora fossem poucos, se apresentaram como representantes de 50 entidades, algumas citadas no texto lido, publicado pela “Adital”, internet.
Entre os poucos manifestantes pode-se reconhecer pelas fotos, alguns membros da CPT e um assessor de deputado do PT, candidato à reeleição, num carro de som, comandando palavras de ordem.
Numa atitude de vandalismo, toda a fachada artística e patrimonial da Cúria foi pichada com frases de protestos e reivindicações. Da Cúria se dirigiram à Procuradoria da Justiça do Estado (PB) onde tentaram pichar também aquele prédio.
Foram impedidos por policiais. Documentamos as frases. Exigem a liberalização do aborto e o limite de propriedade. Dispensam-se comentários.
A Igreja defende e promove a vida e a família! O artigo 5º da Constituição Federal vincula ao direito de propriedade, o direito à vida e sustento da família, através do trabalho.
É estranho notar como certos militantes dos movimentos sociais, de organizações populares, de partidos políticos (etc.) em tese, defendem a democracia. Na prática não admitem opiniões opostas que contrariam seus intentos. Temem e tentam reprimir a liberdade de expressão.
Com a minha gratidão, aqui vai a reflexão sugestiva. Aprofundemos nossas reflexões a partir da Palavra de Deus, do Catecismo da Igreja Católica e do Compêndio da Doutrina Social da Igreja, que abordam os assuntos como estes, eqüidistantes de ideologias partidárias.
Fiquemos ao lado de Jesus Cristo e seu Evangelho para estarmos sempre mais do lado do povo e ao serviço de todos!

+ Aldo di Cillo Pagotto,
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dilma na luta armada


Já se tornaram proverbiais a amizade política e a conivência ideológica do mentor-mór da candidatura de Dilma Rousseff, o Presidente Lula, com Hugo Chávez e seu processo socialista "bolivariano"; Lula considera um "excesso de democracia" as prisões arbitrárias, as perseguições políticas, o cerceamento violento de órgãos da imprensa, etc.


Por: José Carlos Sepúlveda da Fonseca 

Os laços de inequívoca amizade e companheirismo entre Luiz Inácio Lula da Silva e Mahmoud Ahmadinejad, o líder do regime islamo-fascista do Irã, têm despertado em relação ao Presidente explicáveis desconfianças e fundadas críticas, no Brasil e no Exterior.

Jackson Diehl, jornalista do Washington Post, em artigo intitulado "Lula desprezado pelo Irã", escreveu no seu blog:"O melhor amigo de tiranos no mundo democrático - o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva - foi mais uma vez humilhado por um de seus clientes. No caso o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o financiador do terrorismo e negador do Holocausto, que Lula literalmente abraçou".


Ex-guerrilheira e candidata
Diehl, após discorrer sobre a política externa do governo, encerra seu artigo apontando para a disputa eleitoral brasileira: "O mandato de Lula está chegando ao fim; ele faz uma dura campanha a favor de sua escolhida Dilma Rousseff, uma ex-guerrilheira marxista que com ele compartilha afeição por ditadores anti-americanos".
O articulista coloca o dedo na ferida! Lula - "o melhor amigo de tiranos" - tenta eleger uma ex-guerrilheira marxista, cúmplice ideológica de ditadores.

O quadro é objetivo e grave. Entretanto, parece estar quase completamente ausente da disputa eleitoral, o que não deixa de causar estranheza.

Época rompe o silêncio
A revista Época prestou, nesse sentido, um bom serviço ao esclarecimento do quadro eleitoral, ao estampar em suas páginas uma reportagem dedicada ao passado que a candidata do PT e de Lula não gosta de mencionar: sua participação em organizações da luta armada.

Algumas vozes exaltadas quiseram ver nessas revelações uma falta de imparcialidade, um jogo baixo ou um ataque à candidata. Não há, a meu ver, qualquer fundamento em tais assertivas.

Essa gritaria, como costuma acontecer, é apaixonada, mas não apresenta razões, nem argumentos. Os fatos revelados pela revista Época não são eventos da vida privada de Dilma Rousseff. São atos da vida pública da candidata, quando na juventude decidiu, atendendo a suas convicções marxistas, empreender uma atuação política para modificar os destinos do País e impor-lhe um regime comunista, atuando em organizações que pregavam e executavam a luta armada.

Como bem precisou há dias o insuspeito Fernando Gabeira, durante a sabatina da Folha/UOL, era a "ditadura do proletariado" e não a democracia a meta desses grupos.


Opções e práticas apenas do passado?
Tais opções e práticas políticas precisam ser minuciosamente conhecidas pelos brasileiros, a fim de que estes possam avaliar, com plena consciência, Dilma Rousseff, uma figura pública que, neste momento, disputa a suprema Chefia da Nação. Inclusive para que tenham capacidade de discernirem que medida tais opções e práticas políticas são ou não apenas coisas do passado.

Num acesso, ao qual não se pode negar considerável dose de populismo, Dilma Rousseff afirmou querer ser a "mãe dos brasileiros". Ora, os brasileiros têm o direito de não apenas conhecer a candidata à Presidência da República, mas a "mãe" que lhe querem impingir.


Dilma ou Estela, Wanda, Marina...
Convido, pois, os leitores do Radar da Mídia a percorrerem alguns trechos da extensa reportagem da revista Época, intitulada: "Dilma na luta armada", assinada por Leandro Loyola, Eumano Silva e Leonel Rocha:

    "Em outubro de 1968, o Serviço Nacional de Informações (SNI) produziu um documento de 140 páginas sobre o estado da "guerra revolucionária no país". Quatro anos após o golpe que instalou a ditadura militar no Brasil, grupos de esquerda promoviam ações armadas contra o regime. O relatório lista assaltos a bancos, atentados e mortes. Em Minas Gerais, o SNI se preocupava com um grupo dissidente da organização chamada Polop (Política Operária). O texto afirma que reuniões do grupo ocorriam em um apartamento na Rua João Pinheiro, 82, em Belo Horizonte, onde vivia Cláudio Galeno Linhares. Entre os militantes aparece Dilma Vana Rousseff Linhares, descrita como "esposa de Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ('Lobato'). É estudante da Faculdade de Ciências Econômicas e seus antecedentes estão sendo levantados". Dilma e a máquina repressiva da ditadura começavam a se conhecer.
    Durante os cinco anos em que essa máquina funcionou com maior intensidade, de 1967 a 1972, a militante Dilma Vana Rousseff (ou Estela, ou Wanda, ou Luiza, ou Marina, ou Maria Lúcia) viveu mais experiências do que a maioria das pessoas terá em toda a vida. Ela se casou duas vezes, militou em duas organizações clandestinas que defendiam e praticavam a luta armada, mudou de casa frequentemente para fugir da perseguição da polícia e do Exército, esteve em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, adotou cinco nomes falsos, usou documentos falsos, manteve encontros secretos dignos de filmes de espionagem, transportou armas e dinheiro obtido em assaltos, aprendeu a atirar, deu aulas de marxismo, participou de discussões ideológicas trancada por dias a fio em "aparelhos", foi presa, torturada, processada e encarou 28 meses de cadeia.
    Hoje candidata do PT à Presidência da República, Dilma fala pouco sobre esse período. ÉPOCA pediu, em várias ocasiões nos últimos meses, uma entrevista a Dilma para esclarecer as dúvidas que ainda existem sobre o assunto. Todos os pedidos foram negados. Na última Sexta-feira (13.ago.2010) a assessoria de imprensa da campanha de Dilma enviou uma nota à revista em que diz que "a candidata do PT nunca participou de ação armada". "Dilma não participou, não foi interrogada sobre o assunto e sequer denunciada por participação em qualquer ação armada, não sendo nem julgada e nem condenada por isso. Dilma foi presa, torturada e condenada a dois anos e um mês de prisão pela Lei de Segurança Nacional, por 'subversão', numa época em que fazer oposição aos governos militares era ser 'subversivo'", diz a nota.
    A trajetória de Dilma na luta contra a ditadura pode ser conhecida pela leitura de mais de 5 mil páginas de três processos penais conduzidos pelo Superior Tribunal Militar nas décadas de 1960 e 1970. (...).
    Dilma Rousseff foi um desses jovens marxistas que, influenciados pelo sucesso da revolução em Cuba liderada por Fidel Castro nos anos 50, se engajaram em organizações de luta armada com a convicção de que derrubariam a ditadura einstaurariam um regime socialista no Brasil. Dilma está entre os sobreviventes da guerra travada entre o regime militar e essas organizações. Filha de um búlgaro e uma brasileira, estudante do tradicional colégio Sion, de Belo Horizonte, a vida de classe média alta de Dilma mudou a partir do casamento com o jornalista Cláudio Galeno Magalhães Linhares, em 1967. "(Dilma) Ingressou nas atividades subversivas em 1967, levada por Galeno Magalhães Linhares, então seu noivo", afirma um relatório de 1970 da 1ª Auditoria Militar. (…)
    As primeiras menções a Dilma em documentos oficiais a citam como integrante de uma dissidência da Polop. Esse grupo adotou o nome de Organização. Com novas adesões de militantes que abandonaram o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), a Organização se transformou em Colina (Comando de Libertação Nacional). Em seu documento básico, o Colina aderiu às ideias de Régis Debray, autor francês que, inspirado na experiência cubana de Fidel Castro, defendia a propagação de revoluções socialistas a partir de focos guerrilheiros. (…)
    O historiador Jacob Gorender, que esteve preso com Dilma no presídio Tiradentes, em São Paulo, é autor deCombate nas trevas, o mais completo relato da luta armada contra a ditadura militar. Ele afirma que oColina foi uma das poucas organizações a fazer a "pregação explícita do terrorismo" (…)
    Perseguida, presa e condenada pelos militares há 40 anos, Dilma hoje goza de tratamento especial da Justiça Militar. Recentemente, seu ex-colega Antonio Espinosa foi ao Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília. Devido a uma polêmica causada por uma entrevista, ele requereu acesso a seu processo por sua militância na VAR Palmares. Ele e Dilma fazem parte do mesmo processo. Por isso, a peça com milhares de páginas faz centenas de menções a Dilma. Espinosa pediu cópias de cerca de 400 páginas. "Elas vieram com o nome da Dilma coberto por tinta preta", afirma Espinosa. De acordo com a lei, apenas os próprios réus, ou pessoas com uma procuração assinada por eles, podem ter acesso aos processos no STM. Mas apenas o nome de Dilma, entre os nomes de dezenas de outros militantes, foi ocultado das páginas copiadas a pedido de Espinosa. Recentemente, o processo de Dilma foi separado dos demais dentro do STM. Ele está guardado em um armário específico. Os funcionários têm ordens expressas para não fornecê-lo a ninguém."

A candidata afirma que, desde esta época, o País mudou e que ela mudou com o País. É este precisamente o ponto ao qual os eleitores devem prestar particular atenção. Explico-me.

O PT - partido o que pertence a candidata - e o governo do Presidente Lula - do qual fez parte Dilma Rousseff e do qual promete ser a continuadora - assumem posturas ideológicas e tomam atitudes políticas que suscitam dúvidas sobre seu real apreço e sua adesão convicta ao sistema da democracia representativa, bem como seu pleno abandono das ideologias e práticas que inspiravam as organizações armadas dos anos 60 e 70.


Notas perplexitantes

1. No Foro de S. Paulo - do qual Lula e o PT, juntamente com Fidel Castro, são os fundadores - os vivas e conclamações de apoio à revolução cubana e ao regime comuno-castrista continuam a ser uma constante; esse mesmo Fidel Castro e essa mesma revolução cubana que inspiraram as organizações de luta armada a que pertenceu Dilma Rousseff;

2. Lula nunca escondeu sua admiração pelo ditador Fidel Castro e continua a tratar a tirania comunista com privilégios de grande aliada; recorde-se que Lula se recusou a interceder pelo opositor Orlando Zapata, o qual acabou por morrer no dia em que o presidente brasileiro chegou a Cuba para mais uma confraternização com Fidel e Raul Castro; vilipendiando as dores e sofrimentos dos perseguidos políticos cubanos, Lula ainda os comparou a criminosos comuns;

3. Esse mesmo governo - do qual fez parte Dilma Rousseff - durante oito anos, se recusou a atender os apelos do governo legítimo da Colômbia para que incluísse as FARC no rol das organizações terroristas, por rechaçar qualificar de terroristas movimentos considerados de "resistência" ou de "libertação nacional" que podem assumir o poder; ainda há dias tal recusa foi reiterada, pela boca de Marco Aurélio Garcia (um dos coordenadores da campanha eleitoral de Dilma), em resposta aos pedidos formulados pelo novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em visita ao País;

4. Já se tornaram proverbiais a amizade política e a conivência ideológica do mentor-mór da candidatura de Dilma Rousseff, o Presidente Lula, com Hugo Chávez e seu processo socialista "bolivariano"; Lula considera um "excesso de democracia" as prisões arbitrárias, as perseguições políticas, o cerceamento violento de órgãos da imprensa, o desrespeito a contratos e a violação da propriedade privada levadas a cabo pelo caudilho venezuelano; mais ainda, sempre que Hugo Chávez foi acusado internacionalmente, com provas inequívocas, de acolher e acobertar grupos terroristas (FARC da Colômbia, ETA da Espanha, Hezbollah do Líbano) Lula saiu prontamente em defesa do companheiro;

5. A crescente proximidade e cumplicidade do governo do Presidente Lula - de quem Dilma Rousseff garante ser a continuadora - com Mahmoud Ahmadinejad, o tirânico presidente do regime islamo-fascista do Irã, financiador oficial de grupos terroristas internacionais, é mais um dado a colocar na balança;

6. Esse mesmo governo a que pertenceu Dilma Rousseff tem sido leniente, quando não cúmplice, dos ditos "movimentos sociais", em particular do MST, cuja atuação é pautada pela violação da Constituição, da legislação vigente, com a prática de crimes graves contra a propriedade e até contra pessoas, com roubos, sequestros e até mortes; movimento sem existência legal definida, largamente beneficiado por fundos públicos;

7. Este mesmo governo lulo-petista e este mesmo partido (o PT) - seguindo o velho esquema marxista, por cuja implantação pugnavam as organizações da luta armada a que pertenceu a candidata Dilma Rousseff - aparelharam o Estado, colocando várias instituições ao serviço de seus interesses ideológicos, inclusive para perseguir adversários políticos, com crimes contra a Constituição, como no caso da recente violação de sigilos fiscais.


Mudança real ou cosmética?

Todas estas notas, sumárias e apenas exemplificativas, são de molde a suscitar uma interrogação, a quem deseje ponderar com um mínimo de objetividade e honestidade o presente quadro político-eleitoral:

O país mudou, sim; mas terá mudado a candidata? Ou a mudança terá sido apenas cosmética, como as inúmeras transformações físicas a que se submeteu Dilma Rousseff para dar uma face aceitável a sua candidatura?

Cabe ao eleitor refletir e decidir.

A gang dos quarenta e um – o retorno dos canalhas “companheiros de armas”




O “Plano de Direitos Humanos” é a principal faceta do Programa Comunista Rousseff. Nesse amontoado de agressões contra os mais básicos princípios democráticos, não se poupa afrontas às instituições que antes eram os pilares mais importantes da sociedade: Igreja, Forças Armadas, Mídia, Justiça, além do bombardeio ao direito de propriedade. (adaptado de MLVB).
Dando continuidade ao nosso artigo “Infinita Estupidez” cumpre alertar – mesmo que não sirva para nada – que todos, eu escrevi todos, os envolvidos no escândalo do mensalão estão vinculados à candidata do mais sórdido político de nossa história. O “silêncio” dessa gente sórdida é apenas estratégico.
O “segundo” da hierarquia da quadrilha qualificada e denunciada por um Procurador da República como o chefe da gang – o procurador não teve coragem de denunciar o número 1 –, ocupará o posto principal da tropa de choque comunista que tomará conta da retaguarda do Gabinete Presidencial, podendo mesmo ocupar, “em breve” a casa civil para “disputar com o Retirante Pinóquio” a próxima eleição presidencial.
Os togados do STF com sua leniência lesa pátria, e seguindo ordens expressas da nova ditadura comunista tratarão de dar um fim nos processos pendentes que ficaram dormindo nas gavetas dos togados cúmplices da destruição moral da Justiça em nosso país. 
Todos os meliantes irão “recuperar” seus “direitos políticos” por força de um Congresso com larga maioria do partidão (PT + PMDB). 
A invasão do poder público pela barbárie comunista-terrorista estará completa e levará a cabo a transformação final de nossas Forças Armadas no “Exército do Povo” sob o comando de civis leais aos terroristas que fraudaram as realizações do Regime Militar, e foram os responsáveis pela contaminação da sociedade pelos filhotes das serpentes do submundo comuno sindical.
Será a vitória dos canalhas esclarecidos omissos ou cúmplices das mais sórdidas burguesias e elites prostituídas de nossa história que favoreceram um movimento comunista comandado pelo petismo que, findo o Regime Militar, não precisou dar um tiro para transformar o Brasil em uma Cuba Continental depois da próxima eleição presidencial, tendo o “Fórum de SP” o provável status de uma Secretaria Especial da Presidência para tratar dos assuntos revolucionários do novo desgoverno petista.
Estamos testemunhando um “golpe pacífico” cujas únicas balas – excetuando os crimes pontuais cometidos contra Celso Daniel e outros, como segurança – foram a absoluta covardia e a infinita estupidez da sociedade que está dando o aval final para a transformação do país no paraíso dos comunistas  corruptos e bandidos de todos os matizes, que ficarão no controle do poder público já transformado em um covil de prevaricadores e corruptos de toda a ordem.
O maior traidor da história do nosso país poderá experimentar do mesmo veneno que destilou durante seus dois mandatos, pois sua indicada simplesmente o ignorará contrariando o senso comum, a não ser que tenhamos uma revolução de comunistas contra comunistas.
O que Luís Inácio fará? Vai denunciar todas as falcatruas de seu próprio desgoverno para não deixar Dilma fazer do Brasil o que ela quiser? Ou vai simplesmente dar seu aval a todos os seus atos confirmando esse o seu plano do poder perpétuo para o PT confirmando o que o senso comum já definiu?
- Mesmo que ocorra o milagre da transformação do seu caráter será tarde demais para o Retirante Pinóquio desfazer suas irresponsabilidades e inconseqüências, além de todos os seus hediondos  crimes de lesa pátria.

(*) Geraldo Almendra, Economista e Professor de Matemática, Petrópolis
 

sábado, 4 de setembro de 2010

O inimigo já canta vitória

Dilma Rousseff não apenas está certa da vitória. Está certa de vencer em primeiro turno, tingindo de vermelho nossa bandeira, legalizando a morte de inocentes, expulsando os símbolos religiosos do governo e substituindo-os pela estrela vermelha de cinco pontas.
Ela zomba de nós, cristãos. Não achou necessário comparecer ao debate da TV Canção Nova a fim de explicar seu apoio ao aborto, à união civil de pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por duplas homossexuais e ao reconhecimento da prostituição como uma profissão. Alegou falta de tempo em sua agenda. No entanto, durante o debate, ela postava em sua página no Twitter uma mensagem indicando um novo álbum da banda mineira "Pato Fu": "Olha que interessante, o Pato Fu interpretando músicas de sucesso usando instrumentos de brinquedo" (http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4639015-EI15315,00.html).
Ela conta com a máquina petista, com o apoio explícito do atual presidente durante o horário eleitoral gratuito, com a fascinação do povo pelas esmolas conhecidas como bolsa-família e congêneres e, por fim, com o silêncio de muitos pastores de almas.
O inimigo festeja. O Brasil está a caminho de se tornar uma nova Cuba, onde a religião é perseguida, a liberdade é cerceada e anualmente ocorrem, segundo estatísticas oficiais, cerca de 50 abortos para cada 100 partos (http://www.sld.cu/anuario/anu01/cs78.htm). Olhemos para a Venezuela, onde o povo é oprimido pela ditadura de Hugo Chavez, que insiste em se perpetuar no poder. Olhemos para a China, onde o aborto é usado pelo governo comunista como método de contenção da população. Olhemos para as FARC, aquele grupo terrorista que aflige dolorosamente o povo colombiano. Olhemos por fim para a Espanha, onde o Partido Socialista Operário Espanhol (versão espanhola do PT) desde que subiu ao poder não fez outra coisa senão combater as raízes cristãs daquela nação: instituiu o divórcio "express" (por decisão de uma das partes, sem necessidade de separação prévia ou de explicar as razões), o "casamento" de pessoas do mesmo sexo, a adoção de crianças por tais "casais", e recentemente o aborto livre até 14 semanas inclusive para adolescentes de 16 anos (http://www.conjur.com.br/2010-fev-25/espanha-legaliza-aborto-14-semana-inclusive-adolescentes).
Toda essa tragédia está iminente no país. Parece que o PT desafia a nós, que confiamos no Senhor, como antes o rei Senaquerib da Assíria desafiou o rei Ezequias: "Dentre todos os deuses das nações, quais os que livraram sua terra de minha mão, para que o Senhor possa salvar Jerusalém?" (2Rs 18-19).

DE DEUS NÃO SE ZOMBA

"De Deus não se zomba" (Gl 6,7). "Uns confiam em carros, outros em cavalos nós, porém, invocamos o nome do Senhor nosso Deus" (Sl 19,8).
"A oração fervorosa do justo tem grande poder. Assim, Elias, que era um homem semelhante a nós, orou com insistência para que não chovesse, e não houve chuva na terra durante três anos e seis meses. Em seguida, tornou a orar e o céu deu a sua chuva e a terra voltou a produzir o seu fruto" (Tg 5,16-18).

OREMOS PELA SALVAÇÃO DO BRASIL

Convido a todos aqueles que temem a Deus e confiam Nele a orarem comigo pela salvação de nossa pátria. Sugiro que façamos durante os poucos dias que nos restam, um "Rosário pela Vida".
A idéia é simples. Às três horas da tarde, a Hora da Misericórdia, rezamos o terço da Misericórdia. Em seguida rezamos um rosário completo, com os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos. A oração completa dura cerca de uma hora e vinte minutos.
É um sacrifício que vale a pena, dada a situação angustiante pela qual passamos. Se você não puder rezar às três horas da tarde, pode fazê-lo em outra hora. Se não puder rezar um rosário inteiro, pode rezar uma parte dele.
Mas peço àqueles que puderem rezar, que não façam por menos.
O Rosário foi a oração insistentemente pedida por Nossa Mãe do Céu quando apareceu em Fátima, a fim de obtivéssemos a paz e a conversão.
A Hora da Misericórdia é um momento privilegiado de oração. Disse Jesus a Santa Faustina: "Nessa hora nada negarei à alma que pedir por minha Paixão".
Peço sobretudo a oração das crianças e dos doentes, duas classes de almas que têm acesso especial ao Céu.

"O nosso auxílio está no nome do Senhor que fez o Céu e a terra" (Sl 120,2)
Adendo nosso à convocação do Padre Lodi: assistam ao vídeo do Pastor Paschoal Piragine Jr , no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI



Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, (postado no site http://naomatar.blogspot.com/2010/08/o-inimigo-ja-canta-vitoria.html em 26 de agosto de 2010).

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Filhos de Lula


Percival Puggina

Integro o grupo cada vez mais reduzido dos que consideram a política - mesmo a que temos - como algo importante à vida dos povos. Isso me leva a tomar a sério os processos eleitorais. Não, não estou sendo sutil nem ironizando. Levo a sério, mesmo. Aliás, anote aí, leitor: eleição é só o que nos resta de democracia no Brasil. Quem quis diretas-já para ter democracia, agora tem diretas e deve clamar por democracia-já. O regime democrático é incompatível com a desmesurada concentração de poderes, prerrogativas, recursos financeiros, forças, meios e instrumentos de barganha que, em nosso país, convergem para a presidência da República. Eis por que, desde antes da Constituinte, insisto em que constituamos uma federação de fato e em que separemos Estado, governo e administração. Como mínimo.
Quando a hegemonia institucionalizada somou-se ao carisma pessoal de Lula, emergiu uma força ainda maior. Agregaram-se para compô-la a sensação de dependência que se estabeleceu sobre boa parte da sociedade e a ascendência que Lula conseguiu arrogar-se. Está aí o baião de dois, a goiabada e o queijo desta eleição. O que estou afirmando ficou muito evidente, outro dia, no horário eleitoral, enquanto Lula formalizava a entrega de seus filhos aos zelos da mãe que escolheu para o suceder.
"Menos, Lula, menos!" pensei com meus botões, enquanto tentava discernir o que era pior e mais grotesco, se a falta da noção de limite, a confiança do presidente no poder que exerce sobre ampla maioria do público brasileiro ou a inutilidade de mostrar o quanto estávamos sendo desacatados naquele momento. Foi quando decidi escrever este artigo no velho estilo do "a quem interessar possa". Por poucos que sejam. De fato, a inclinação de uma expressiva parcela da nossa sociedade por políticos paternalistas é o que pode haver de clássico. Assim foi construída e preservada a miséria de boa parte do Nordeste brasileiro. Foi assim que o prestígio da Casa Grande se manteve depois de a senzala se haver mudado para a periferia. Até aí nada de mais. Os maus políticos sempre gostaram de voto comprado e os maus eleitores sempre apreciaram voto vendido. A novidade que agora vemos, após oito anos de governo Lula, está na quantidade de filhinhos que não brincam de puxar caminhãozinho, mas andam de jatinho. Seguindo o exemplo de tantos partidos políticos, passaram também eles suas convicções no picador de papel. Nelson Rodrigues dizia repetir-se em suas crônicas porque é desse modo que se fixam ideias. Então aí vou eu: graças à grana que o BNDES libera para o empresariado, subsidiada pelos impostos do povão, agora caímos na real. Bolsa Família para os pobres e bolsa Louis Vuitton para os ricos.
É assim que a dignidade política cede lugar à servidão. Viramos filhos, não de Deus nem da pátria. Viramos filhinhos de papai, dependentes de seu prestígio e dos seus favores. Tornamo-nos filhos de um pai que não dá bons exemplos e que não educa, seja por suas palavras, seja por suas ações. Viramos filhos de um pai que anda em más companhias e que depreciou de vez a política nacional, convertendo-a, em definitivo, num grande balcão. Acabaram-se as convicções. Só restam os interesses.

ZERO HORA, em 30/08/2010