“Deus é misericordioso com os que o seguem; brandamente justiceiro com os que o ignoram; desapiedado com os que, conhecendo-o, o desprezam. Por isso, colocou nas nações católicas (que o seguem), os tabernáculos de sua glória. Por isso, condenou as nações pagãs (que o ignoram), à sua vária fortuna. Por isso, reserva o Socialismo, a maior das catástrofes sociais, para as nações apóstatas que o desprezam”. - Juan Donoso Cortés
sábado, 30 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
O Homem Medieval e o Homem Moderno
“O homem medieval sentia o cheiro do pecado; o homem moderno se empenha em desinfetar o cheiro do pecado. O homem medieval fazia penitência depois de pecar, o homem moderno adota precauções antes de pecar. O homem medieval corria o risco da imundice; o homem moderno procura um seguro de saúde. O homem moderno é o animal que acredita ser algo mais que um homem e sustenta que o homem é algo menos que um animal. É o animal que utiliza sua inteligência para predicar ao homem a primazia do instinto: a primazia de um instinto que ele mesmo cria no homem, como se este não tivesse demasiado trabalho com seus instintos. É o animal que inventa uma sela para o homem religioso e inventa uma selva para o homem político; o animal que inventa uma nova espécie de fome para o homem político: uma selva e uma fome que obrigam o homem a crer-se algo menos que um animal. É o animal que proclama a santidade da animalidade. É o homem ressentido contra a grandeza da Igreja e contra a grandeza do Reino; o animal que levanta o homem contra a Autoridade e contra o ungido pela Autoridade: porque a desordem religiosa leva necessariamente a todas as formas da desordem, como todas as formas da ordem levam necessariamente a ordem romana. O homem moderno é o inimigo da ordem porque é escravo de sua rebeldia; é o animal que persegue a instalação de uma ordem inventada por ele, porque ele é impotente para viver na ordem. É o inimigo da Igreja porque a Igreja estabelece a ordem nas almas e é inimigo do Reino porque o Reino assegura a ordem dos homens. É o animal que, pelo caminho da higiene, quer converter o homem em um animal de apetite carnívoro e de digestão vegetariana e é o animal que, pelo caminho da fraternidade, quer converter a sociedade dos homens em uma sociedade de moluscos anêmicos. Porque o homem moderno quer, a todo transe, suprimir o heroísmo”.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
VIDA CONJUGAL E SACRIFÍCIO

Tu que passas, tu que desvaneces,
Desci às tuas entranhas,mais além dos latidos do teu coração,
mais adentro que a fonte das tuas promessasaté ao centro solene onde a tua vida se une à Vida,até ao fremir irrevogável,até à palpitação criadora de Deus!― Eu amo a tua alma!Chegou a falar-se do que a vida conjugal tem de banal, de monótono, de terra à terra. Bem sabemos quanto o homem é capaz de banalizar e de prostituir as coisas mais profundas. Mas, se a vida conjugal é muitas vezes vulgar, que se poderia dizer da vida sexual extra-conjugal? Creio que uma das mais sutis malícias do demônio é tentar persuadir os homens de que a ordem é a morte e a desordem a vida. Na realidade, nada mais vulgar do que o vício. O demônio não é profundo ― não é mais do que um revoltado. É um desertor que tenta fazer-se passar por evadido...As humildes realidades da vida quotidiana, o cortejo de pequenos deveres e de pequenos sofrimentos, em nada deverão alterar a pureza do amor nupcial. O verdadeiro ideal tira nova seiva destas pequenas coisas. O realismo da vida conjugal não tem por função profanar ou estiolar o ideal primitivo dos esposos, mas purgar este ideal das ilusões que com ele se misturam, e não reter dele mais do que a sua suprema essência. Na alma dos esposos que são dignos desse nome, a união do mais elevado amor e das necessidades mais terrenas, mais materiais, cria uma espécie de síntese do ideal e do real, uma espécie de realismo do ideal, se assim me posso exprimir, que em parte alguma poderá existir em tal grau. Josefina Soulary disse que Deus «se só estivesse lá em cima, não estaria em parte alguma».O casamento é, por excelência, a vocação que permite pôr Deus no que a vida tem aparentemente de mais comum e de mais banal.Ia-me esquecer de uma observação importante. O casamento deve ser um sacrifício, é certo. Mas um sacrifício recíproco. Haverá algo de mais vão, de mais prejudicial mesmo, do que uma imolação em sentido único? Dois egoísmos juntos travam-se mutuamente e, de certo modo, neutralizam-se. Que caldo de cultura não seria para as tendências egoístas de uma criatura o sentir em torno de se uma atmosfera de dedicação infatigável! Todos conhecemos lares em que o espírito de sacrifício de um dos esposos faz do outro um monstro de exigência e de egoísmo. Cada esposo deve tirar do espetáculo de generosidade do seu cônjuge, não um pretexto para fazer as suas vontades, mas um motivo para se imolar mais a si mesmo.AMOR E ORAÇÃOSacrificar-se a uma criatura, amá-la apesar do seu nada, por causa do seu nada, amá-la com um amor mais forte e mais puro que o desejo de felicidade, tudo isto só é possível se o amor humano se conjuga e se amalgama com o amor eterno.Não convém divinizar o ser amado. Esta idolatria conduz, a breve prazo, à indiferença ou à repulsa. O autêntico amor nupcial acolhe o ser amado não como um Deus, mas como um dom de Deus em que todo o divino está escondido. Não o confunde nunca com Deus e não o separa nunca de Deus.«Ela olhava para o alto e eu olhava nela», escreve Dante falando de Beatriz. Nisso reside o supremo segredo do amor humano; beber a pureza divina nos olhares, na alma, no dom de uma criatura.«Sentir como o ser sagrado freme no ser querido», assim definia magnificamente Vitor Hugo, o grande amor. Num tal grau de amor, o ser amado é verdadeiramente insubstituível: dado por Deus, ele é único como Deus; um mistério inesgotável habita nele. Os verdadeiros esposos conservam eternamente almas de noivos; a posse aprofunda para eles a virgindade. Quanto mais são um para o outro, mais fome têm de ser um para o outro. É uma maneira sagrada de possuir as coisas que, em vez de matar o desejo, como na satisfação da carne, o exalta e transfigura. Aquele que beber desta água terá ainda sede... Como poderia estiolar-se o amor dos esposos, se eles foram criados e unidos para dar Deus um ao outro? A vida dos dois desenvolve-se e torna-se infinita numa oração única.
(Gustave Thibon, O Que Deus Uniu, Editorial Aster Ltda., Lisboa 1956)quinta-feira, 23 de abril de 2009
O que nos separa radicalmente do comunismo

“Não se admite nem é licito a um grupo qualquer de sacerdotes adotar e defender um processo revolucionário. A isto se opõe seu caráter sacerdotal e a doutrina social da Igreja, que é contrária à violência e à luta armada. Devemos amar a todos. Aos que crêem e aos que não crêem. Aos poderosos e aos humildes. Aos ricos e aos pobres. Aos sábios e aos ignorantes.
Hoje, trabalha-se incansavelmente para a desunião. É um trabalho de orientação marxista que está ‘mentalizando’ a universidade, a juventude e, sou forçado a reconhecer, com muito pesar, aos homens da Igreja. O que ocorre é uma guerra psicológica que visa sobretudo a destruição moral. Prega-se que devemos chegar a um socialismo que implique necessariamente na socialização dos meios de produção, do poder econômico e político, e da cultura. Os seguidores dessa ideologia sustentam que lutam pela liberdade, quando, na verdade, com a ascenção do marxismo, desaparece a liberdade para dar lugar aos campos de concentração”. D. Antonio Caggiano, em 13-07-1971.
A religião marxista
domingo, 19 de abril de 2009
O DEVER CRISTÃO DA LUTA

Hoje mais que nunca, é imperioso atermos nossa atenção as palavras de ANTÔNIO CAPONNETTO, católico tradicional e nacionalista argentino, que constam em seu livro "El Deber Cristiano de la Lucha", que abaixo transcrevemos. Hoje, quando o público jungiu-se com o privado; quando o bem público confunde-se com o bem comum, magnificamente como ensinou o aquinate; quando a moral pública prescinde de quaisquer elementos que não seja a moral emergida das leis positivas, em total rechaço ao direito natural e cristão, então nos parece que o caos se torna inevitável. Assim, o Cristão, o Católico, deve assumir seus deveres para com Deus, combatendo em nome das sãs tradições da pátria, nascida sob o sinal da Cruz, e que agora sangra e clama a seus filhos que ainda lhe são fiéis, clama a Reconquista.
"Mas o combate que livra o justo não é só individual. Não tem inimigos exclusivamente privados, nem males que lhes atinem subjetivamente. E ainda que sua tribulação e pesar, sua expiação e sua dor lhe sejam intransferíveis, há em seu padecer uma questão transpessoal: o drama da pátria invadida e subjugada que implora uma reconquista física e espiritual. A dor ante a nação desnaturalizada e sacudida pelo pecado e submetida a vitória temporária dos infiéis. Os justos não podem nem devem consenti-lo, e a luta assoma novamente como um dever e uma obrigação capital. Deus vai a frente e é verdadeira força, "não é a multidão dos exércitos" o fator decisivo, tampouco a destreza do guerreiro ou "o vigor do cavaleiro" (Sal. 33, 16-17). Só Deus. É impróprio, pois, manejar cálculos exclusivamente humanos e materiais: número de contricantes, estratégias e táticas ou ofensivas diversas. O Senhor dos Exércitos se empenha em demonstrar que a vitória ou a derrota está em suas mãos e guarda estreita relação com a lealdade a Ele devida.O Salmista o reconhece expressamente: "não confio em meu arco, nem minha espada me dará vitória" (Sal. 44,5). "Sua destra, seu braço, a luz de seu rosto... por ti bateremos a nossos inimigos" (Sal. 44, 4-6). E novamente Seu Nome santo - repetido e exaltado a cada instante - é como um lábaro de glória que acompanha ao soldado. Na deslealdade e na idolatria sobrevem a desonra nacional. A ignominia e o ultraje prevalecem, a pátria jaz e os patriotas pedem ao céu a graça de recuperar sua liberdade e sua honra. A graça da paz edificada na justiça (Sal. 46). Deus, que não lhes ha conservado provas nem sanções, tampouco os privará de sua condução reconquistadora (Sal. 60). Como ginete bravo vem "cavalgando pelo deserto" (Sal. 68, 5), já seu passo viril, os inimigos "se desvanecem como humo e se derretem como a cera ao fogo" (Sal. 68, 3). Volta o Senhor dos Exércitos, regressa uma vez mais a guiar os justos, a consolar aos órfãos e as viuvas, a defender aos cativos e alçar-se onipotente no santo tabernáculo (Sal. 68, 6-7). Reaparece "terrível" em sua cólera e em suas sentencias, indômito em suas ordens e em seus juízos, resoluto em seu furor reparador, resplandecente e majestoso "mais que os montes eternos" (Sal. 76, 5). A herança profanada restabelece seu decoro, os traidores são rendidos e os cúmplices desprezados, e sobre as ruínas todavia ardentes fazem valer seus direitos. Deus vincit.E um segundo: "Esta Igreja Primitiva não ignorava o quinto mandamento, nem os conselhos do Senhor sobre o amor aos inimigos, nem as recomendações pessoais para entregar também a veste ao que nos despoja do abrigo. Mas sabia que a morte é pecado se executa contra um inocente e não contra um perverso em custódia do bem. Que uma coisa são os inimigos privados, ante os quais cabe oferecer nosso abatimento e nossa humilhação e outra os inimigos públicos de Deus e da Ordem por Ele criada, a quem estamos obrigados a enfrentar até as últimas conseqüências, não por ódio a eles, senão por amor a Verdade. Que és distinto preferir o padecimento de uma injustiça antes que comete-la - tal o sentido da metáfora do despojo do abrigo - que consentir um roubo ou não impedi-lo, podendo, pois, seria faltar ao sétimo mandamento. E que Cristo mesmo, ao fim, que elegeu ser vitima antes que fazer vitimas, não colocou sua outra face frente ao servidor de Caifás, nem descartou a possibilidade de mobilizar uma legião de arcanjos armados se aquela não houvesse sido a hora da iniquidade".
Os livros disponíveis de António Caponnetto podem ser adquiridos no sítio da livraria "Nueva Hispanidad".

